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Sábado, 26 Março 2016 11:55

O Outro lado da tal excelência

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Algumas semanas que não passo por aqui. Trabalho e projetos tomaram meu tempo mais do que eu havia  planejado, mas é preciso colocar a casa em ordem para que a rotina possa se fazer presente. 

Ontem eu observei algumas imagens tiradas do Hospital Municipal Raul Sertã, ala de atendimento de internados, onde o convívio com o ambiente se torna obrigatório.  Não fiquei pensando sobre a situação dos pacientes, pois a precariedade é notória, a foto expressa o abandono por si só. Mas na verdade o meu questionamento foi outro. Vamos à ele.

 

Semana passada, rolou na rede social um demonstrativo de pagamento, onde os proventos do Diretor Médico do Hospital Raul Sertã (Nova Friburgo) era de R$26.446,97/mês. Infelizmente não houve a publicação do Diretor Geral e do Administrativo, porém os demais também são da área médica.  Desta forma, conhecedores dos males que um ambiente contaminado pode resultar aos pacientes internados nessas condições. 

O salário nos demonstra que não há pouca valorização da mão de obra contratada, o salário é satisfatório, e aí meu questionamento é - Por que o cuidado com o paciente, sobre sua responsabilidade, não é da mesma forma valorizado?

O secretário de Saúde tem um escritório de Contabilidade, sua função principal. Será que ele deixa seus clientes sem o devido cuidado em suas contas e prestações junto a receita, por exemplo?  Porque o paciente do SUS pode ficar nessas condições, se ele tem a mesma responsabilidade, ou até maior?

Por que para o o sistema público há desculpas que possam justificar o abandono, a omissão, a falta de tratamento digno que é dado à maioria dos que dele precisa? 

Por que  no emprego privado se cuida do prioritário de uma forma, e na chefia do público de outra?

Por que na trabalho do segmento privado não se abandona o cliente, não o envolve em prejuízos diários, e no público o cliente é tratado como um lixo?

Passar um período internado em um ambiente contaminado como esse que a foto demonstra, é ser tratado como um lixo.

O cliente da contabilidade não o é, o cliente da rede privada de saúde não o é, mas dentro do Hospital Municipal Raul Sertã, onde chefias ganham até 26 mil reais, ou mais, o são. 

Por que essas pessoas não são chamadas ao esclarecimento e são punidas pelos  crimes praticados?

 

Isso não é saúde pública. Saúde pública é limpa, é responsável, é igualitária, é obrigatória, é coerente e responsável. Isso é o que foi transformado a saúde pública, e isso é muito sério, sério demais. 

 

 

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