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Segunda, 23 Janeiro 2017 13:48

Transporte Fora de Domicílio

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Tratamento fora do domicílio já foi pauta de muitas reuniões solicitadas pelos representantes de algumas entidades, representadas no Conselho Municipal de  Saúde. Inclusive o município teve uma onde profissionais do INCA, entre outros representantes, vieram para maiores esclarecimentos. Como sempre (quem acompanha saúde sabe) vergonhoso nosso sistema de remoção do TFD.

Esteja ou não internado, é difícil o processo. Como internado ainda mais. A publicação desse tema se dá exatamente por isso, pela ausência de humanização tão explorada e cobrada dos gestores. 

Humanizar não basta estar apenas no protocolo, não é suficiente, humanizar precisa ser cultural. É preciso ser desfeita a ideia de que se oferece uma saúde gratuita, pois ela não é. Cada medicamento, insumo, mão de obra especializada ou não, cada leito é pago, seus usuários o fazem dia a dia sem se darem conta. Essa ideia de gratuidade esbarra no equivocada certeza que se dá muito, e por se dar muito algumas questões não precisam serem esperadas. Uma cultura errada, dentro de uma formação de ideia construída para manter os lados, o lado de quem dá e o lado de quem precisa. Essa troca tem um preço, e alto em alguns momentos de nossas rotinas.

Quando se cria a Política de Humanização da Assistência à Saúde (PHAS), se estipula diretrizes, e como parte disso se identifica o acolhimento e atendimento dos usuários, e esse se estende à todos os segmentos de atendimento prestado, inclusive TFD.

Não é fácil estar doente, não é fácil enfrentar diagnóstico sem expectativa de solução imediata, não é fácil saber que será preciso estar fora de sua região para receber respostas, nada é fácil. Mais do que estar aqui sendo tratado com humanismo, é ter o humanismo como base fundamental para quem precisa sair daqui para receber o que é seu por direito. 

Não há como "dividir" ambulância, não há como se expor em estress além do que a própria situação já  condena. Ambulância não divide espaço para paciente internado, isso não pode ocorrer, isso fere o humanismo necessário, além das garantias que cabe o município oferecer ao cidadão, solicitado, estuda e cobrado não apenas pelas normas do sistema mas também pelo avanço da sociedade.

Não há que se passar por isso, viver isso ou denunciar isso em pleno 2017. Que seja refeito e reavaliado a cultura existente,  que as normas sejam reconsideradas sem que os vícios de conduta e entendimento errado de uma saúde pública ocorram. Não há mais aceitação para algumas questões.

Humanizar dentro e fora, essa é a determinação, essa é a teoria que precisa ser exercida e oferecida como direito de todos nós. 

 

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